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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Equipe econômica e a ‘justiça’ para militares

Vera Magalhães

A equipe econômica encampou o discurso de Jair Bolsonaro e das Forças Armadas de que a reestruturação das carreiras militares corrige “injustiças” e “distorções” históricas em relação aos servidores civis. Paulo Guedes (Economia), logo depois da entrega do projeto da Previdência dos militares, disse que não era justo o fato de que em algumas carreiras civis servidores começam ganhando salários de R$ 16 mil quando generais no topo da carreira recebem menos de R$ 20 mil.

O secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, também abriu a coletiva de apresentação do projeto militar nessa linha. Trata-se de um “hedge”, como se diz no mercado financeiro, para se contrapor à evidência de que a economia de R$ 97 bilhões em dez anos com a previdência dos militares será em grande parte consumida pelo gasto com a reestruturação das carreiras: R$ 84 bilhões no mesmo período, segundo Marinho. Os servidores civis não tiveram nenhuma compensação de carreira anunciada para amortizar os impactos da reforma. / Vera Magalhães