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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ernesto faz campanha a favor de Macri

Equipe BR Político

O chanceler Ernesto Araújo já não fala em retirar o Brasil do acordo do Mercosul e União Europeia em caso de vitória da chapa Alberto Fernández/Cristina Kirchner na Argentina. Ele agora assume, diante da possibilidade de volta da ex-presidente, que um novo Mercosul será possível, mas “livre das ideologias escravizantes”. O ministro diz que vai trabalhar para que esse novo agrupamento de países não “promova” ou “tolere” ditaduras. A eleição presidencial no país vizinho será no dia 27 de outubro. Segundo recentes pesquisas eleitorais, Fernández lidera a disputa.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo

Ernesto Araújo. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O candidato de Ernesto, o atual presidente Mauricio Macri, perdeu parte de seu capital político em razão do seu plano de austeridade colocado em prática para vencer a crise econômica que abala a Argentina, cuja taxa de inflação em 2019 pode chegar a 55%, segundo previsões do Banco Central. Desde que assumiu o poder, em 2015, o país passou por aumento nas tarifas de luz e gás, disparada da dívida pública, desvalorização do peso e empréstimo recorde ao FMI.