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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ernesto: ‘Chega de bajular Cuba’

Marcelo de Moraes

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O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, criticou hoje Cuba de maneira muito dura, ao justificar as razões pelas quais o Brasil decidiu mudar seu tradicional voto na ONU quando sempre apoiou a condenação do embargo imposto pelos Estados Unidos aos cubanos. O chanceler brasileiro disse que “chega de bajular Cuba”. “A influência que Cuba possui entre os países em desenvolvimento no sistema ONU é uma vergonha e precisa ser rompida. Seu papel de sementeira de ditaduras precisa acabar”, escreveu no seu Twitter.

“O Brasil hoje votou contra Cuba na ONU. Todo ano, Cuba apresenta na Assembleia Geral da ONU um projeto de resolução condenando o embargo imposto pelos EUA desde os anos 60. Os países em desenvolvimento votam sempre a favor de Cuba. Desta vez o Brasil votou a favor da verdade”, criticou o ministro, começando suas críticas contra o governo cubano.

“Nada nos solidariza com Cuba. O regime cubano, desde sua famigerada revolução 60 anos atrás, destruiu a liberdade de seu próprio povo, executou milhares de pessoas, criou um sistema econômico de miséria e, não satisfeito, tentou exportar essa “revolução” para toda a América Latina”, disse. “Pois o comunismo nunca se satisfaz em destruir apenas o país em que se instala. Precisa sempre sair para destruir os outros. Traz isso no seu DNA. O comunismo é sempre e necessariamente um projeto de dominação transnacional e antinacional”, afirmou.

Araújo disse que “a Cuba castrista, nestas seis décadas, tornou-se um centro regional de promoção e assistência a ditaduras comunistas. Procuraram impor esse modelo ao Brasil e praticamente todos os países da América Latina. Nos anos 90, com Lula, Fidel Castro concebeu e instalou o Foro de São Paulo”.

E o ministro ampliou suas já conhecidas críticas ao Foro, que classificou como “esse torpe motor de opressão” e disse que “continua rodando para impor o socialismo corrupto, narcotraficante e terrorista aos povos da região que o repudiaram”. “O Foro de São Paulo é a continuação da revolução cubana por outros meios. Busca o poder já não pela luta armada, e sim – mais insidioso e eficiente – pela manipulação do sistema político democrático e seu controle através da corrupção sistêmica e aliança com o crime organizado”.

Ernesto também criticou o governo cubano pelo apoio dado a Nicolás Maduro na Venezuela. “Cuba é hoje o principal esteio do regime Maduro na Venezuela, o pior sistema ditatorial da história do continente. Desse modo, Cuba está por trás da opressão aos venezuelanos, da catástrofe humanitária, da tortura, da migração forçada de 1/6 da população do país”.

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