Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Ernesto lamenta invasão do Congresso americano, mas faz concessões

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O chanceler brasileiro Ernesto Araújo, quase 24 horas depois da invasão do Congresso dos EUA pelo bando de apoiadores de Donald Trump, lamentou o ocorrido. Mas fez uma longa lista de concessões para a militância do aliado americano. Em suas redes sociais, Ernesto disse que é “preciso investigar” se houve a participação de infiltrados no movimento. E reclamou da alcunha de “fascistas” dadas aos manifestantes.

“Há que parar de chamar ‘fascistas’ a cidadãos de bem quando se manifestam contra elementos do sistema político ou integrantes das instituições. Deslegitimar o povo na rua e nas redes só serve para manter estruturas de poder não democráticas e seus circuitos de interesse”, afirmou o ministro de Relações Exteriores do governo Bolsonaro.

Imagens da invasão da última quarta-feira mostram apoiadores de Trump com camisetas com escritos nazistas. A atitude dos manifestantes, que tentaram impedir o reconhecimento de Joe Biden como vencedor das eleições, foi considerado por especialistas e políticos como uma tentativa de golpe.

“Nada justifica uma invasão como a ocorrida ontem. Mas ao mesmo tempo nada justifica, numa democracia, o desrespeito ao povo por parte das instituições ou daqueles que as controlam”, afirmou Araújo. “Há que distinguir ‘processo eleitoral’ e ‘democracia’. Duvidar da idoneidade de um processo eleitoral NÃO significa rejeitar a democracia. Ao contrário, uma democracia saudável requer, como condição essencial, a confiança da população na idoneidade do processo eleitoral.”