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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ernesto propõe acelerar investigação de conduta da OMS

Equipe BR Político

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Um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) pedir transparência ao Brasil em razão da “confusão” na divulgação dos dados sobre a pandemia do novo coronavírus no Brasil, o chanceler Ernesto Araújo propôs acelerar uma investigação da conduta da entidade em reunião do Conselho de Governo, nesta manhã de terça, 9, no Palácio da Alvorada.

“Alguns dizem que tem que esperar o fim da pandemia, mas eu acho que claramente não. Esse vai e vem da OMS prejudica os esforços dos países (…) Para isso, estamos propondo, junto com outros países, uma investigação e um processo de reforma da OMS. Estamos coordenando com a Austrália, com a União Europeia e com outros países para esse imprescindível exame do que aconteceu e do que está acontecendo com a OMS”, afirmou o ministro de Relações Exteriores.

Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, após discurso em Brasília

Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, após discurso em Brasília. Foto: Joedson Alves/EFE

Ernesto listou os motivos, em seu entendimento, da iniciativa discutida no último dia 19 entre os 194 países membros da OMS, incluindo Estados Unidos e China, que adotaram uma resolução que prevê uma “avaliação independente” da resposta da agência da ONU à pandemia de covid-19:

“Aparentemente há falta de independência da OMS, falta de transparência e, sobretudo, coerência em orientações sobre aspectos essenciais… A origem do vírus, o compartilhamento de amostras, o contágio por humanos, os modos de prevenção, a quarentena, o uso da hidroxicloroquina, a indumentária de proteção e agora na transmissibilidade por assintomáticos. Em todos esses aspectos a OMS foi e voltou, às vezes mais de uma vez. Isso nos causa preocupação”, apontou.