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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Erro de cálculo

Equipe BR Político

O apressado processo de fritura ao qual o Planalto submeteu seus dois principais ministros, Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), revela que o presidente Jair Bolsonaro parece crer piamente que não precisa dos dois para chegar em 2022 com chances de se reeleger.

A avaliação é da editora do BRPolítico, Vera Magalhães, em artigo no Estadão deste domingo, 22. Ela lembra que a narrativa de que os dois seriam superministros foi vendida pelo próprio Bolsonaro, que agora, com menos de nove meses de governo, parece já não se importar em rifar os principais nomes que tem no segundo escalão.

“E este pode ser um caminho para a sua perdição. Sem o photoshop da ortodoxia econômica e fiscal e do moralismo lavajatista, Bolsonaro é o que sempre foi: um parlamentar do baixo clero que dedicou a carreira a causas corporativas e a enfiar a família na política, alheio ao combate à corrupção e praticante da petecagem miúda, nacionalista-estatizante e nem aí para a responsabilidade fiscal”, opina.