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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Escola e moradias indígenas são atacadas no Nordeste

Equipe BR Político

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A Polícia Civil de Pernambuco informou ao BRP que abriu inquérito para investigar o ataque à Escola Estadual Indígena Marechal Rondon, localizada na aldeia Fulni-Ô, em Águas Belas, no dia 6 de agosto, quando parte da área administrativa do local foi destruída por um incêndio criminoso, destruindo livros e materiais dos alunos e comprometendo a estrutura da escola. Os criminosos deixaram recados nas paredes, como “Vão tudo tomar no c*”.

No Piauí, indígenas Gamela tiveram suas casas incendiadas e hortas devastadas na comunidade Barra do Correntim, em Bom Jesus, a 635 quilômetros de Teresina. O fato ocorreu no final de junho. De acordo com lideranças, a prática está relacionada à grilagem, comum na região. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) solicitou providências às autoridades em ofício encaminhado à Procuradoria da República no município de Corrente (PI).

O assessor jurídico do Cimi Regional Nordeste, Daniel de Albuquerque Maranhão Ribeiro, informou que, no caso do povo Gamela, a comunidade sofre com a severa expansão da fronteira agrícola do empreendimento denominado de Matopiba – acrônimo das iniciais dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que se tornou, desde a década de 70, área de forte investimento do agronegócio. “Importa notar que a Funai nunca realizou o laudo antropológico e mapeamento completo do território indígena Gamela e que não há Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para atender os povos no Piauí “, pontuou Daniel.

 

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