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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Espanha: Partido Socialista fecha acordo

Equipe BR Político

Menos de dois dias depois da segunda eleição no ano, responsável por fragmentar ainda mais o parlamento espanhol, o Partido Socialista (PSOE), do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o Podemos, de esquerda radical, de Pablo Iglesias, chegaram a um acordo para formar um governo de coalizão. A união ainda não garante a maioria absoluta no parlamento – 176 cadeiras – , mas é um avanço significativo nas negociações para a formação de um governo encabeçado por Sánchez.

O primeiro-ministro, que em julho foi contrário à entrada de Iglesias e do Podemos em um eventual governo socialista, cedeu e anunciou o acordo que permitirá a formação de um “governo de coalizão progressista”, em que o líder do Podemos será vice-presidente de governo.

O líder atual espanhol convocou uma segunda eleição – que tornou-se a quarta em quatro anos no país – depois de tentativas frustradas de negociar uma coalizão que garantisse a possibilidade da formação de um governo com os resultados da eleição de abril. A expectativa de aumento de deputados do PSOE na nova composição, porém, não se concretizou e o partido acabou perdendo três cadeiras no congresso, que terminou ainda mais dividido do que antes, como você leu no BRP.

A nova eleição também revelou um avanço do partido de extrema direita, o Vox, que mais que dobrou a quantidade de cadeiras no parlamento e tornou-se a terceira maior força no congresso espanhol. Diante do cenário, ontem, Sánchez afirmou que pretendia formar um governo de caráter progressista o quanto antes.