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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Estados com menor investimento por aluno têm índices de educação ruins

Equipe BR Político

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Um panorama sobre os indicadores da educação em Estados e municípios brasileiros divulgado pelo movimento Todos Pela Educação na quinta-feira, 30, mostrou que os Estados que alocam menos recurso por aluno também estão em posições ruins do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e têm indicadores abaixo da média brasileira. O cenário se repete nos quatro Estados que registraram o menor investimento anual por aluno da rede básica em 2015: respectivamente Maranhão, Pará, Piauí e Alagoas. Todos tiveram desempenho abaixo da média no Ideb. 

O cenário se repete nos quatro Estados que registraram o menor investimento anual por aluno da rede básica em 2015: Maranhão, Pará, Piauí e Alagoas

O cenário se repete nos quatro Estados que registraram o menor investimento anual por aluno da rede básica em 2015: Maranhão, Pará, Piauí e Alagoas

O investimento por aluno foi uma das principais discussões durante a reformulação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), aprovada neste mês na Câmara dos Deputados. Depois de resistências, o novo projeto determinou a implementação do chamado Custo Aluno-Qualidade (CAQ), que calcula um valor a ser investido ao ano por aluno em cada etapa e modalidade da educação básica para atingir o padrão mínimo de qualidade de ensino. Além de estabelecer um mínimo de investimento necessário, o índice pode contribuir para identificar onde há má utilização de recurso. 

No panorama de monitoramento educacional há uma correspondência entre o baixo investimento e baixo desempenho educacional principalmente nos Estados que menos alocam recursos por aluno, mas em Estados com os maiores investimento na educação básica a correlação não é regra. O Rio de Janeiro, por exemplo, que registrou o terceiro maior investimento anual por aluno, não teve bom desempenho no Ideb. Em 2017, o Estado ficou inclusive abaixo da média nacional, enquanto Santa Catarina, que teve desempenho acima da média no indicador (o segundo melhor do País), registrou o sexto maior desempenho.

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