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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Estreia do ‘mimimi choroso’

Equipe BR Político

O “renascimento” do presidente Jair Bolsonaro, como ele próprio frisa, caiu numa semana marcada pela introdução de uma nova estratégia de comunicação do Palácio do Planalto: “o mimimi choroso”, escreve a editora do BRP e colunista do Estadão, Vera Magalhães. Foi o que se constatou diante das críticas que o inquilino da Presidência tem recebido da militância aliada por ter indicado o subprocurador Augusto Aras, um “esquerdista”, para o Ministério Público Federal. Bolsonaro evocou o “bicho-papão” do PT para assustar quem não está com ele. Chegou até a pedir que comentários raivosos fossem apagados da live semanal. Dias antes, tomara a benção na igreja do bispo Edir Macedo, que decorou o palanque do desfile de Sete de Setembro já adornado pela presença de outro comunicador, Silvio Santos. “No fundo, o que Bolsonaro espera da imprensa, do público que trata como criança e das instituições como o Ministério Público, cujo chefe acaba de designar, é a mesma coisa: submissão”, afirma a colunista.

O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto

Foto: Adriano Machado/Reuters

Só que “nem a internet é controlável, presidente. Que dizer de instituições republicanas, como a imprensa e o Ministério Público? O senhor pode até encontrar puxa-sacos influentes para tirar fotos risonhas para acalmar as redes revoltas, mas a sociedade brasileira evoluiu, se institucionalizou e não se submeterá.”