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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

EUA mudam decisão histórica sobre assentamentos israelenses

Equipe BR Político

Os Estados Unidos mudaram o posicionamento histórico em relação aos assentamentos israelenses na Cisjordânia. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, na segunda-feira, 18. A afirmação do secretário contraria a conclusão do governo americano em 1978, na gestão de Jimmy Carter, que defendeu que assentamentos civis nos territórios ocupados da Cisjordânia são “inconsistentes com a lei internacional”.

Assentamento israelense Ma’ale Adumim, um dos maiores na região da Cisjordânia, em 2012 Foto: Ammar Awad/Reuters

Pompeo disse que os questionamentos legais sobre a questão não são uma questão de lei internacional e cabem aos tribunais israelenses. “Chamar o estabelecimento de assentamentos civis de inconsistentes com a lei internacional não avançou a questão da paz”, afirmou.

A declaração vem no momento em que o primeiro-ministro israelense, aliado do governo de Donald Trump, Benjamin Netanyahu, luta para sobreviver na liderança do governo do país após não conseguir formar um governo de coalizão em Israel depois da segunda eleição no ano. Na semana anterior à eleição de setembro, Netanyahu, em um apelo ao eleitorado conservador, prometeu anexar 30% do território da Cisjordânia, no Vale do Jordão e legalizou um assentamento israelense na região alguns dias depois.

A medida não é a primeira dos Estados Unidos para enfraquecer o esforço palestino na reivindicação de um Estado próprio. O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a conseguinte mudança da embaixada americana no país de Tel-Aviv para Jerusalém e o fechamento do escritório diplomático palestino em Washington foram outras duas medidas tomadas pelo governo de Trump no mesmo sentido.

No encalço das decisões do governo Trump, o presidente Jair Bolsonaro cogitou no início do ano transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, porém recuou pela possibilidade de retaliação comercial de países árabes, grandes compradores de carne bovina e de frango do Brasil. Após o recuo, Bolsonaro anunciou a abertura de um escritório de representação comercial em Jerusalém.

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