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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

EUA, China e Brasil no tabuleiro

Equipe BR Político

A área de livre-comércio entre Brasil e China cogitada na quarta-feira, 13, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, somada ao acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia colocaria os EUA numa posição internacional de isolamento comercial. Essa é a avaliação do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. O eventual acordo testaria o alinhamento automático do governo brasileiro com Washington, que vive hoje uma guerra comercial com os chineses.

Encontro bilateral entre Brasil e China no Palácio do Itamaraty em que Paulo Guedes confirmou negociação com país asiático Foto: Gabriela Biló/Estadão

“Um acordo Brasil e China vai fazer com que a China primeiro compre do Brasil. Se precisar de algo mais, ela compra dos Estados Unidos. Hoje os EUA estão ficando isolados comercialmente. Com o acordo Mercosul-UE já houve isolamento. Os EUA não estão buscando acordo com a China, estão fazendo pressão para terem o que querem. Não é espontâneo. Temos que estar atentos porque tem gente querendo ocupar o nosso espaço”, avaliou ao Estadão.

Apesar do indicativo de Guedes, Castro alerta para o fato de o País não ter condições de fechar um acordo como este antes que a agenda de reformas seja concluída. “Se a União Europeia e Estados Unidos não têm (condições de negociar com a China), muito menos o Brasil. (Pode haver acordo) Em um futuro, após as reformas brasileiras e a redução do custo-Brasil. Se abrir simplesmente um acordo comercial, vai tornar mais barato importar (manufaturados)”.

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