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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ex-assessores de Carlos não comprovam frequência

Equipe BR Político

Dois ex-funcionários ligados a Fabrício Queiroz, Claudionor Gerbatim de Lima e Márcio da Silva Gerbatim, que trabalharam no gabinete do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC), nunca tiveram crachá funcional ou registraram entrada como visitantes na Câmara Municipal do Rio. Apesar de, segundo órgão, qualquer servidor da Casa precisar fazer uma das duas coisas para comprovar frequência, mesmo que exerça funções externas. Claudionor e Márcio são, respectivamente, sobrinho da atual mulher de Fabrício Queiroz e ex-marido dela.

Documentos obtidos pelo Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que os dois funcionários passaram o período em que estavam lotados no gabinete de Carlos sem ter a presença atestada pelo sistema da Câmara. Ambos são investigados pelo Ministério Público do Rio e tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados na investigação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Alerj entre 2007 e 2018, além da prática de “rachadinha”.  Por telefone, o chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, Jorge Luís Fernandes, garantiu que Claudionor e Márcio foram funcionários efetivos do vereador.