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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ex-assessores de Flávio citados em investigação na Alerj continuam com cargos

Equipe BR Político

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Apesar da demissão de Fabrício Queiroz pouco antes da deflagração da operação que apura o suposto esquema de “rachadinhas” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), pelo menos outros 12 ex-assessores do filho do presidente Jair Bolsonaro que foram alvo de medidas judiciais na investigação continuam trabalhando oficialmente para parlamentares, informa o Estadão neste domingo, 12. A maioria deles, com a família Bolsonaro ou seus aliados.

O senador Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro Foto: Wilton Júnior/Estadão

No gabinete de Flávio no Senado, cinco dos assessores que tiveram as contas bancárias investigadas pelo MP-RJ no caso estão registrados. Eles fazem parte de uma lista de 69 pessoas que trabalharam com o então deputado estadual entre janeiro de 2007 e dezembro de 2018 e tiveram sigilo bancário e fiscal quebrados por decisão da Justiça em abril do ano passado. Como ainda não houve denúncia no processo, os auxiliares não respondem, no momento, a nenhuma acusação na Justiça sobre o caso.

Entre os assessores que continuam trabalhando no escritório de apoio de Flávio, está uma funcionária que segundo o MP-RJ, integrava o grupo de “familiares, vizinhos e amigos” de Queiroz. Além de transferências ao ex-assessor apontado como operador do esquema, ela é suspeita de participar de um esquema de fraude na marcação de ponto da Alerj para dispersar jornalistas interessados na história. Também continuam trabalhando no gabinete do senador quatro advogados que já atuaram em sua defesa e apresentam indícios de terem exercido a advocacia particular para Flávio com recursos da Alerj.

Outros alvos de quebra de sigilo atuam, agora, no gabinete do vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), no gabinete da deputada estadual Alana Passos (PSL), aliada de Bolsonaro na Alerj, do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) e em cargos na própria Assembleia. O gabinete de Passos é um dos que teve contas de Facebook controladas por funcionários derrubadas na operação da plataforma na semana passada por “comportamento inautêntico e coordenado”

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