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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ex-premiê belga cita setor da carne como ‘oponente’

Equipe BR Político

Enquanto o Brasil comemora o acordo a ser firmado entre o Mercosul e a União Europeia, representantes europeus ainda preocupados com a proposta repetem argumentos de que será preciso exigir do governo brasileiro políticas a favor dos direitos humanos e do meio ambiente. O ex-premiê belga Guy Verhofstadt, por exemplo, escreveu em artigo no The Guardian que os negociadores europeus terão de alcançar um “equilíbrio” de forma a proteger os direitos dos europeus nas tratativas comerciais. Para ele, o acordo colocará a União Europeia como “líder do livre comércio” no mundo, mas relativiza a presença de organizações não governamentais e a atuação de alguns membros do bloco com indústria forte no setor da carne como “oponentes”.

Ele sugere, então, que os europeus cobrem ações do Brasil contra as condições “deterioradas” nas áreas de direitos humanos e ambiental, “pressionando em cláusulas para encorajar companhias a agirem de forma responsável, apoiarem padrões de segurança alimentícia e a se policiarem contra imitações de comida e bebidas europeias”. Negociador no Parlamento Europeu para o Brexit, Verhofstadt endossa a tese de que o acordo é uma mensagem ao resto do mundo, especialmente ao Reino Unido, “do valor e importância” do livre comércio.

 

 

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