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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ex-secretária de Damares está por trás de atos deste domingo

Gustavo Zucchi

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O acampamento na Esplanada dos Ministérios, responsável pelos atos do último domingo no qual jornalistas do Estadão foram agredidos, é comandado por Sara Winter, ativista bolsonarista, ex-feminista e ex-secretária da ministra Damares Alves (Mulheres, Família e Direitos Humanos). Winter é a organizadora do chamado movimento “300 do Brasil” (em referência aos 300 de Esparta), chamado por ela de “o maior acampamento contra a corrupção e esquerda do mundo”.

Nas redes sociais, Winter afirma que quem lhe pediu para fazer “tudo isso” foi o guru presidencial, Olavo de Carvalho. No sábado, ao falar deu uma suposta tentativa de intimidação com tiros na porta da sua casa, ela afirmou que passou o dia treinando membros do grupo com especialistas em ” investigação, estratégia e geopolítica”.  Nas redes sociais do grupo, é fácil encontrar vídeos de tom militar, com promessas de “acabar com a esquerda”.

Sara foi brevemente a responsável pela Secretaria Nacional da Mulher e foi exonerada “a pedido” para cuidar de “projetos pessoais”. A militante bolsonarista iniciou sua “carreira” na esquerda. Ela ficou conhecida como militante do grupo feminista Femen, que realizava protestos de topless. Posteriormente, abandonou as bandeiras feministas e passou a militar contra o aborto e em prol das pautas de Jair Bolsonaro.

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), um dos mais ativos participantes da CPMI das Fake News,  já enviou um ofício ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), solicitando abertura e procedimento de investigação sobre a ativista e seu movimento.

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