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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Exército se curva à indústria para reduzir controle de armas

Equipe BR Político

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O Exército justificou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que revogou portarias que facilitavam o rastreamento de armas e munições, entre outros motivos, por preocupação com a indústria das armas e clubes de atiradores e colecionadores. Em ofício enviado no último dia 27 à Corte, o general Laerte de Souza Santos, chefe do Comando Logístico do Exército (Colog), escreveu que as medidas poderiam “inviabilizar economicamente” o setor, informa Patrik Camporez, do Estadão.

A mensagem do oficial que chefia o órgão responsável pela fiscalização do setor foi em resposta a uma ação do PDT que pediu à Justiça a restauração das portarias 40, 60 e 61 revogadas em abril por ordem do presidente Jair Bolsonaro. No ofício de 18 páginas encaminhado à Corte, o general informou que o Exército cancelou as normas após empresas e Clubes de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) questionarem a exigência do rastreamento.

“Tal obrigatoriedade gerou vários questionamentos, tanto por empresas quanto por CACs”, escreveu o general no documento encaminhado ao Supremo ao qual o Estadão teve acesso. O chefe do Colog manifestou, inclusive, preocupação com a possibilidade da marcação de canos e embalagens “inviabilizar economicamente as atividades dos setores”.

Procurado para comentar o assunto, o Exército se limitou a dizer que as portarias foram revogadas para um aperfeiçoamento da redação e dirimir “questionamentos” recebidos da “sociedade em geral” e da “administração pública”.

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