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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Exportadores de milho em alerta por impacto comercial do coronavírus

Alexandra Martins

Com um saldo de 27 milhões de toneladas de milho exportadas para a China no ano passado, o setor vê com preocupação o avanço do novo coronavírus pelo país asiático em razão do eventual impacto sobre a balança comercial do produto entre os dois países. “É uma situação grave, pelo próprio fato em si, como também para o comércio. Toda vez que tem uma epidemia lá, acaba interferindo nos negócios. Não pode brincar agora. É preciso obedecer à risca as normas internacionais da Organização Mundial da Saúde”, diz o produtor Alysson Paulinelli, presidente da Abramilho.

O representante da maior associação de produtores de milho do País lembra da febre suína africana de 1978, quando foram abatidos cerca de 30 mil porcos no Brasil contaminados pela doença. “O problema veio dentro de um avião da Espanha em material com sobra de comida levada para uma granja no Rio de Janeiro. Foi terrível”, conta.

Ex-ministro da Agricultura na gestão de Ernesto Geisel, Paulinelly diz confiar no trabalho do Ministério da Agricultura e da Anvisa, mas não esconde o temor de que algum graneleiro do Brasil possa ser impedido de descarregar em porto na China. “Isso pode ocorrer”, afirma. Neste sábado, 1, representantes do setor fazem reunião na Fiesp, e a propagação do coronavírus é um dos itens da pauta.

 

 

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