Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Extradição de condenado de ultradireita espanhol nas mãos de Bolsonaro

Alexandra Martins

Preso em São Paulo há 13 meses após fuga para o Paraguai, Bolívia, Chile, Argentina e Venezuela, o ex-militante espanhol de ultradireita Carlos García Juliá, condenado na Espanha a 193 anos de prisão pelo massacre da rua Atocha, em Madri, de três advogados trabalhistas, um estudante de Direito e um funcionário administrativo de um escritório de advocacia, depende da canetada do presidente Jair Bolsonaro para definir seu destino, informa o jornal El País. Segundo seu advogado, todos os recursos judiciais no Brasil estão esgotados. Quando foi preso, ele vivia com uma identidade venezuelana falsa em São Paulo trabalhando como motorista de Uber. De acordo com a publicação, o advogado Daniel Mourad Majzoub faz questão de lembrar que Bolsonaro “é um militar de ultradireita”. O militante da formação ultradireitista Força Nova recebeu sua condenação na década de 1980.