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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Extradição é vitória de Bolsonaro, mas falta achar Battisti

Marcelo de Moraes

Jair Bolsonaro pode retirar de sua lista uma das promessas feitas durante a campanha presidencial: extraditar para a Itália Cesare Battisti, condenado por quatro assassinatos em seu país. Michel Temer adiantou o serviço para o presidente eleito e assinou ele próprio a ordem de extradição. O problema é que ninguém sabe onde Battisti foi parar. Ele já é considerado foragido e as apostas são que ele deixou o País quando percebeu que sua extradição era iminente.

Para Bolsonaro, a extradição é uma vitória política contra a esquerda, mesmo que a decisão tenha sido assinada por Temer. Se o presidente não se antecipasse, Bolsonaro assinaria a ordem assim que tomasse a posse. O movimento de Temer foi apenas para aproveitar logo a decisão tomada pelo Supremo de autorizar sua prisão. Durante a campanha, Bolsonaro sempre chamou Battisti de “terrorista assassino” e procurou associá-lo ao PT. Como foi Lula quem barrou sua extradição em 2010, nem foi difícil fazer a ligação política. Agora, a extradição sinaliza diretamente para os eleitores mais fiéis de Bolsonaro. Mas se o italiano não aparecer, a festa dos bolsonaristas poderá ser feita com chope aguado. /M.M.

 

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