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por Marcelo de Moraes

Fabricantes de refrigerante contra decreto de benefício fiscal na Zona Franca

Equipe BR Político

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A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afebras) classificou como “extremamente prejudicial” o decreto do presidente Jair Bolsonaro que torna permanente o benefício fiscal de 8% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) concedido a concentrados de refrigerante produzidos na Zona Franca de Manaus. A entidade representa cerca de 100 indústrias de bebidas regionais no País.

“É estapafúrdia essa decisão de tornar permanente a alíquota em 8%. Bolsonaro precisa ter a coerência que garantiu a sua eleição como presidente do Brasil, em vez de ficar mudando suas posições para agradar grandes grupos econômicos e prejudicar milhares de famílias que conseguem emprego e renda com trabalho em indústrias de refrigerantes regionais em todo o país”, afirmou o presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros. “Esperamos que Bolsonaro repense sua decisão e zere a alíquota para tratar toda a indústria de forma igualitária”, acrescenta.

O incentivo fiscal resulta em devolução feita, pelo governo, em crédito pelo pagamento de IPI, a grandes empresas e multinacionais de bebidas, como Coca-Cola e Ambev. “Elas se instalaram na Zona Franca de Manaus apenas para se beneficiarem da alíquota de crédito presumido, sem pagar qualquer tributo. No entanto, irão gerar crédito para as etapas seguintes da cadeira produtiva”, lembra a entidade.