Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Facada em Bolsonaro completa um ano

Cassia Miranda

Sexta-feira, 6 de setembro de 2019, data em que a facada sofrida pelo então candidato à Presidência Jair Bolsonaro completa um ano. Hoje, ocupando há oito meses e seis dias o cargo mais importante na política brasileira, Bolsonaro foi recebido com um “parabéns pra você” por um grupo de cerca de 40 pessoas na saída do Palácio da Alvorada. A cantoria foi uma homenagem ao “segundo aniversário” do presidente.

Jair Bolsonaro, então candidato à Presidência, sofre facada durante campanha

Foto: Fabio Motta/Estadão

Hoje pela manhã, ele afirmou a jornalistas que só responderia perguntas sobre o seu “aniversário” ou sobre as comemorações de 7 de setembro, Dia da Independência. “Há um ano eu nasci em Juiz de Fora (MG)”, disse o presidente, em referência à cidade onde foi esfaqueado e inicialmente atendido. “Amanhã quero todo mundo de verde e amarelo”, afirmou sobre as comemorações de 7 de setembro.

Enquanto isso, nas redes sociais, o clima adotado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, é outro. Em publicação no Twitter, o 02 lembrou a data, mas sem clima de festa. Ele falou com preocupação sobre a quarta cirurgia a qual o presidente será submetido no próximo domingo para a retirada de uma hérnia em decorrência do ataque.

Carlos, curiosamente disse que será o quinto procedimento. “Hoje faz um ano da facada que quase matou meu pai! No final de semana passará pela quinta cirurgia devido ao ocorrido. A esperança que as coisas darão certo é que me mantém de pé! Na vida, nada é perfeito, entretanto temos que ter fé!”, escreveu.

Os efeitos que a facada ainda provoca no País são o assunto da capa da revista Veja desta semana. A publicação aborda o atentado tanto no plano médico quanto no plano político. Sobre o primeiro, afirma que “o procedimento de domingo não se trata de nada grave, mas o próprio médico do capitão, Antonio Luiz Macedo, ainda demonstra preocupação com o estado de saúde do paciente”.

E, no plano político, mostra que o atentado, mesmo um ano depois, é usada por adversários e aliados na guerra da desinformação que permeia o debate brasileiro. A começar pelo próprio presidente, que em praticamente todas as vezes que se refere a seu agressor, Adélio Bispo, não perde a oportunidade de associá-lo ao Psol.

Tudo o que sabemos sobre:

Adélio BispoJair Bolsonarofacada