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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fachin manda apurar se Cunha comprou votos para presidir a Câmara

Equipe BR Político

O ministro do STF Edson Fachin, responsável pela relatoria da Lava Jato na Corte, determinou a abertura de um inquérito para investigar a suposta compra de apoio político para a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados em 2015. Os supostos repasses, de R$ 30 milhões teriam sido autorizados pelo executivo Joesley Batista, do grupo J&F, segundo o Blog do Fausto.

O caso ficou parado na Procuradoria-Geral da República por mais de um ano, o que levou Fachin a questionar a então procuradora-geral da República Raquel Dodge sobre o andamento da apuração, conforme revelou o Estadão em setembro.

A delação premiada do ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo J&F Ricardo Saud deu base para a abertura do inquérito. Segundo Saud, Cunha teria pedido ajuda do grupo J&F para conseguir comandar a Câmara. Joesley teria ficado responsável pelo apoio por meio de recursos financeiros, enquanto Saud ficaria responsável pelo contato com “certos líderes” e com as bancadas de Minas e Rio.