Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Falta de pressão sobre Pazuello é exemplo de como funciona a política brasileira

Gustavo Zucchi

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A gestão de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde é um bom exemplo de como funciona a política brasileira. O general, alçado ao cargo com o objetivo de implementar o uso em massa da cloroquina, algo que seus dois antecessores se negaram a fazer, é relativamente poupado se comparado com colegas seus.

Isso com o País chegando em 2021 sem seringas suficientes para sua campanha de imunização contra a covid-19 (como mostrou matéria do Estadão). Temos apenas um acordo para ter vacinas, enquanto outras nações firmaram o maior número possível de contratos. E vemos o mundo passar a frente no início da vacinação. Isso sem falar nas suspeitas de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), outrora respeitadíssima, tenha virado um puxadinho do Palácio do Planalto e suas ambições políticas.

Mesmo assim, o ministro segue firme e forte no cargo. E quase não enfrenta pressão do Congresso. Vive em “céu de brigadeiro” se comparado com Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). Parlamentares gostam dele.

A razão é que, em pleno ano eleitoral, ele liberou recursos importantes. Pedidos de deputados e senadores eram recebidos e atendidos. Por causa da pandemia, R$ 11,7 bilhões foram empenhados na Saúde em emendas parlamentares. O dobro de 2019.

Ou seja, o sucesso de Pazuello não é medido pelo número de mortos ser alto ou baixo. Mas nas emendas liberadas no momento certo para parlamentares atenderem suas bases. E com isso, ajudou o Centrão a conseguir expressivas vitórias nas eleições deste ano.

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