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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Falta uma direita liberal nos costumes

Equipe BR Político

Em sua coluna desta sexta-feira no Estadão, Eliane Cantanhêde analisa, a partir da criação da Aliança pelo Brasil, partido novo de Jair Bolsonaro e família, e do ideário da sigla, divulgado na véspera, que falta ao Brasil uma direita que seja liberal estritamente: na economia, mas também nos costumes.

“A grande pergunta, porém, é que direita é essa? Aquela direita de Luís Eduardo? Ou uma nova direita de cultos? A resposta pode definir uma linha clara entre os que apoiam o governo Bolsonaro por pragmatismo ou falta de opção e aqueles que realmente comungam as ideias, muitas delas beirando o absurdo, da nova onda de poder”, escreve a colunista, depois de fazer um histórico dos movimentos políticos desde a redemocratização e lembrar que por muitos anos políticos evitavam se dizer de direita no Brasil.

Ela questiona se as ideias de Bolsonaro coadunam com as da direita clássica. “É conceitualmente de direita e comunga com as premissas clássicas do liberalismo? Ou apenas pensa, fala e age atabalhoadamente, embolando a defesa de Ustra, Pinochet e Stroessner, uma visão tosca sobre globalização, a mistura deletéria de política com religião, a obsessão por armas, a cultura do corporativismo, o desprezo por cadeirinhas e radares, o desdém pela pesquisa e a ciência, a falta de paciência com a ecologia, uma política externa personalista e belicosa, a mal disfarçada tese do ‘bandido bom é bandido morto’?”

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