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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Fato é que o Fundo Amazônia é essencial’, diz governador do AM

Equipe BR Político

Com a suspensão do Fundo Amazônia, os governadores da região amazônica podem ser obrigados a negociar individualmente ou em forma de consórcio com os países que mantinham o projeto, Alemanha e Noruega, para obtenção da verba. É o que diz o governador do Amazonas, Wilson Miranda Lima (PSC), em entrevista à Folha. “O fato é que o Fundo Amazônia é essencial e não podemos ficar sem esses recursos”. O governador avalia que a suspensão não afetará o Estado imediatamente, mas comprometerá projetos a médio prazo.

No Amazonas, o número de queimadas aumentou 146% com relação ao mesmo período de 2018. Para Miranda Lima, a maior quantidade de focos de incêndio na região não é uma consequência direta da política ambiental do governo do presidente Jair Bolsonaro. O que acontece, segundo o governador, é a distorção do discurso do Planalto por parte de alguns grupos que têm interesses econômicos no desmatamento. “Vemos muito a questão do tudo pode, desrespeito às instituições, principalmente àquelas de fiscalização. Eu acredito muito na honestidade e na boa intenção do presidente de promover o crescimento do País. Mas tem muita gente confundindo esse discurso, confundindo o posicionamento do ministro do Meio Ambiente que fala em desburocratizar, em desenvolver de forma sustentável a Amazônia. Tem gente que faz essa confusão e pensa que tudo pode, e não é assim”, disse Miranda Lima.

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