Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Fato único’ faz investigação sobre Moro ficar no STF

Vera Magalhães

Exclusivo para assinantes

Os bolsonaristas passaram o fim de semana nutrindo uma esperança que se desvaneceu na segunda-feira, com a decisão de Celso de Mello de abrir inquérito para apurar as acusações de Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro, e se o ex-ministro cometeu crime de denunciação caluniosa.

O minsitro do STF Celso de Mello, que relata a investigação sobre as acusações de Moro

O minsitro do STF Celso de Mello, que relata a investigação sobre as acusações de Moro Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A esperança era que a investigação seria desmembrada, pelo fato de Moro não ter mais foro junto ao STF. Isso tiraria um pouco os holofotes de Brasília e faria com que o ex-ministro submergisse ao menos por um tempo.

Mas Celso de Mello não só manteve as duas investigações sob sua alçada — há jurisprudência que em inquéritos, quando o fato originário das investigações é único, o investigado com direito a foro “puxa” os demais — como mostrou que adotará celeridade nos ritos.

O decano tem pressa em concluir as investigações: se aposentará compulsoriamente em novembro, quando completa 75 anos, e quer concluir o inquérito sem deixá-lo para seu sucessor, que será indicado pelo próprio Bolsonaro.