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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fenafisco reclama de fala de Guedes sobre contribuição de servidores

Gustavo Zucchi

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Mais uma vez, o ministro Paulo Guedes irritou servidores públicos. Guedes, que já havia criado atritos com a categoria com sua fala chamando-os de “parasitas”, hoje pediu uma disposição maior do funcionalismo para colaborar na crise provocada pela pandemia de coronavírus. A Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) reagiu e disse que o ministro ignora “o sacrifício diário que já é feito pelos membros do funcionalismo público que estão trabalhando no combate à pandemia da Covid-19”.

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Não cabe ao serviço público ser o salvador da economia do país. É dever do Estado adotar e acelerar medidas para proteger e apoiar os milhões de brasileiros que estão perdendo o emprego com a crise. O atual governo é responsável pelas políticas econômicas anteriores que potencializaram os efeitos da pandemia, uma vez que a Covid-19 emergiu num momento em que a economia brasileira estava paralisada e o dólar já se achava em disparada”, afirmou em nota a Fenafisco.

Guedes é defensor do congelamento do salário dos servidores para conter gastos durante a pandemia de coronavírus. Segundo o Broadcast Político, a medida deve ser fixada em 1 ano e 8 meses de congelamento. Por sua vez, como mostrou o BRP, o Congresso é reticente a iniciar essa discussão, considerando que seria uma medida extrema e que poderia desaquecer ainda mais a combalida economia brasileira.

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