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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fenapef defende que possível informação privilegiada de Zambelli seja investigada

Gustavo Zucchi

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A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) quer que uma eventual informação privilegiada que a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) tenha recebido sobre operações da PF seja investigada. Zambelli deu uma entrevista na última segunda-feira para a Rádio Gaúcha, onde demonstrou ter conhecimento de possíveis ações da Polícia Federal contra governadores. Fato que se concretizou com o início da Operação Placebo contra Wilson Witzel.

“É conhecido e notório o vínculo da parlamentar com a Associação de Delegados, desde quando era líder do movimento Nas Ruas. Esse laço se demonstra pela participação de Zambelli em eventos, vídeos e homenagens”, diz a entidade em nota. “A Fenapef defende  a apuração, com responsabilidade e profundidade, sobre a possibilidade de que esse vínculo possa ter sido utilizado para a obtenção de alguma informação privilegiada.”

Zambelli, por sua vez, nega que tenha sido informada sobre a Operação Placebo e que simplesmente externou o que havia lido na imprensa sobre possível investigações da PF sobre desvios de recursos para o combate ao coronavírus. “”Se eu tivesse informações privilegiadas e relações promíscuas com a PF, a operação de hoje seria chamada de ‘Estrume’ e não ‘Placebo'”, disse em referência ao xingamento feito por Jair Bolsonaro contra Witzel na reunião ministerial do dia 22 de abril.