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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Férias de 60 dias custam caro aos cofres públicos

Equipe BR Político

A estimativa da equipe econômica é de que os 60 dias de férias aos quais a casta mais alta do funcionalismo público tem direito custam ao cofres públicos cerca de R$ 4 bilhões ao ano. O penduricalho beneficia principalmente membros do Judiciário e do Ministério Público. Como você tem acompanhado no BRP, a reforma administrativa que o governo vai enviar ao Congresso pretende combater disparidades e equiparar carreiras dentro do serviço público.

No valor calculado pelo governo, estão inclusas as despesas com o pagamento do adicional de 1/3 de férias e do abono pecuniário – a venda de férias, informou o Estadão.

Apesar de impor altos custos aos cofres da União, o penduricalho deve ser mantido mesmo com a reforma administrativa que o governo está propondo. Isso porque a análise jurídica é que somente o Legislativo poderia modificar as regras que regem as carreiras dos membros desses poderes.

Como têm dois meses de férias, juízes e promotores recebem, por duas vezes no ano, o adicional sobre os salários. Segundo levantamento da Associação Contas Abertas, somente o pagamento do adicional de 1/3 de férias pelo Judiciário federal somou R$ 578,7 milhões em 2018. Já o Ministério Público Federal gastou R$ 110,5 milhões com o adicional de férias.