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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Filipe Martins avisa que só ala ideológica pode defender governo

Gustavo Zucchi

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Filipe Martins, assessor presidencial e um dos integrantes da ala olavista do governo mais próximos de Jair Bolsonaro, está tentando aproveitar o recente embate institucional entre STF e Forças Armadas para dar um novo “ânimo” para os ideólogos do bolsonarismo. Em seu Twitter, Martins defendeu que apenas os membros da chamada “ala ideológica” podem proteger outros aliados do presidente, como os militares, do que ele chama de “establishment”. Além, é claro, do próprio governo.

O assessor de assuntos internacionais da Presidência, Filipe G. Martins

O assessor de assuntos internacionais da Presidência, Filipe G. Martins Foto: Nilton Fukuda/Estadão

“O establishmemt só se sente confortável para atacar os demais pilares do governo, agora, porque acredita ter enfraquecido o pilar fundamental, aquele que oferece as razões de ser do governo e é capaz de justificar suas ações no debate público”, afirmou Martins.

Nos últimos tempos, diante da pressão advinda do Supremo e do Congresso, Jair Bolsonaro tem optado por mitigar o poder dos olavistas em seu governo. Uma das principais baixas foi de Abraham Weintraub, que acabou exonerado do Ministério da Educação e substituído por um nome considerado mais “técnico”.

Já nesta semana, o ministro do Supremo, Gilmar Mendes, comprou briga ao dizer que as Forças Armadas participam de um “genocídio” ao participar do combate ao coronavírus aos moldes do que quer o presidente da República. “Com o enfraquecimento desse discurso [ideológico], o governo se vê obrigado a aceitar apenas propostas e políticas consideradas aceitáveis pelo establishment. Quando não aceita, acaba sendo rotulado de tudo, até de genocida, e o custo político de defendê-lo vai se elevando.”