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por Marcelo de Moraes

Fim do auxílio se choca com desemprego de 14,1 milhões de brasileiros

Equipe BR Político

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O número de pessoas desempregadas chegou a 14,1 milhões no trimestre encerrado em outubro. É um aumento de 7,1% em relação ao trimestre terminado em julho, o que representa 931 mil pessoas a mais à procura de emprego no país. Com isso, a taxa de desocupação ficou em 14,3%, um crescimento de 0,5 ponto porcentual em relação ao trimestre anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta terça, 29, pelo IBGE.

A marca coincide com o pagamento da última parcela do auxílio emergencial, de R$ 300, com a marca de 191.570 mortos pelo novo coronavírus e com aumento da inflação. O depósito desta terça, para nascidos em dezembro, só estará disponível aos beneficiários para saques e transferências a partir de 27 de janeiro. O fim do auxílio atinge cerca de 48 milhões de brasileiros.

A taxa média de desemprego projetada pelo Ibre/FGV é de 13,6% para 2020 e de 15,6% em 2021, com as maiores taxas sendo registradas entre o segundo e o terceiro trimestres do próximo ano.

Com relação à inflação, pesquisa divulgada na segunda, 28, pelo Datafolha mostra que a expectativa de aumento da inflação atingiu, neste mês de dezembro, o maior patamar registrado no governo Bolsonaro. De acordo com o levantamento, para 72% dos entrevistados, a inflação vai aumentar.

O índice é 5% maior do que o registrado em agosto, quando 67% dos ouvidos pelo Datafolha tinham essa crença. Naquele mês, a inflação (em 12 meses, medida pelo IPCA) estava em 2,44%. Em novembro, chegou a 4,31%.

Além do aumento no número de pessoas à procura de emprego, houve alta de 2,8% na população ocupada, que chegou a 84,3 milhões de pessoas

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