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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fim do DPVAT é pancada em Bivar

Equipe BR Político

Devida à sua eventual “baixa eficiência”, o governo federal decidiu extinguir o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT). A Superintendência de Seguros Privados (Susep) alegou também que apenas a fiscalização da seguradora responsável pelo serviço consome em torno de 19% do orçamento para esse fim da Susep. A operação do DPVAT, no entanto, representa apenas 1,9% da receita do mercado supervisionado. Ainda segundo a Susep, a ação está em linha com a Lei de Liberdade Econômica, que estabelece garantias de livre mercado e escolha à população. “Espera-se que o próprio mercado ofereça coberturas adequadas para proteção dos proprietários de veículos, passageiros e pedestres, tal como seguros facultativos de responsabilidade civil e acidentes pessoais”, acrescenta.

Ocorre que a decisão do presidente Jair Bolsonaro vai atingir em cheio os negócios do presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE). O atual desafeto de Bolsonaro é o controlador e presidente do conselho de administração da seguradora Excelsior, uma das credenciadas pelo governo para cobertura do seguro DPVAT. A empresa intermediou o pagamento, de janeiro a junho de 2019, de R$ 168 milhões em indenizações relacionadas ao seguro, segundo relatório de auditoria da Líder DPVAT, informa o Estadão.

A Superintendência também afirma que a camada mais baixa da população já está protegida pelo SUS e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) nos casos de invalidez.

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