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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fio BRP: 5 pontos que explicam a vitória de Aécio no PSDB

Vera Magalhães

Política é feita de gestos e estratégia. A vitória por vistosos 30 votos a 4 de Aécio Neves no PSDB não foi construída da noite para o dia, e decorreu de acertos políticos do mineiro e erros de João Doria Jr., que elegeu a expulsão do ex-presidenciável como o ato de fundação do Novo PSDB. Deu errado e o partido segue afundado em sua crise. O BR Político construiu cinco pontos para explicar os bastidores da decisão, e assim inauguramos um jeito novo de conversar com você, leitor e assinante: o #FioBRP. Desenrole comigo:

  1. Aécio fez gestos políticos, financeiros e pessoais para todos os que votaram nele ao longo de sua história no PSDB, que é longa. Enquanto Doria falava pela imprensa e pelas redes sociais, Aécio operava na política, na conversa, no corpo a corpo;
  2. O mineiro conseguiu se apresentar como vítima de um processo inquisitório. Disse que a expulsão do partido complicaria sua situação judicial e seu mandato. E lembrou que, como presidente do partido, tinha a missão de arrecadar doações não apenas para si, mas para todos. O argumento calou fundo nos que se beneficiaram desses favores no passado;
  3. Doria vem acumulando passivos no PSDB com seu jeito trator e que é considerado arrogante pelos tucanos de fora de São Paulo. A entrada de Alexandre Frota sem consultar ninguém foi o último episódio de uma série de cotoveladas. O placar da decisão foi um recado: devagar com o andor, o partido não é o Lide;
  4. Aécio foi humilde. Nas conversas, disse ter consciência de que hoje é um estorvo para o partido, mas pediu que não fosse emparedado, que lhe fosse dada a chance de, mais à frente, tomar a iniciativa de sair, sem esse “matar ou morrer”. Uma linguagem que funciona com políticos, ainda mais num partido com vários integrantes enrolados;
  5. Doria herda um ranço tucano com São Paulo, que é histórico. José Serra teve muita dificuldade de ser aceito no resto do país, idem para Geraldo Alckmin. O recado que fica é que o partido é pragmático e sabe que o governador é sua única chance para 2022, mas, para construir esse caminho, ele terá de fazer política “olho no olho”.

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