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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fio BRP: Relembre a novela do MEC após a saída de Weintraub

Equipe BR Político

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O Ministério da Educação completa 22 dias sem ministro, neste sexta-feira, 10, a contar desde o anúncio da saída de Abraham Weintraub da pasta, em 18 de junho. Em transmissão ao vivo pelas redes sociais na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que está conversando com “cinco ou seis” candidatos e que pretende decidir o nome do novo ministro ainda nesta sexta. “Eu espero até amanhã colocar um ponto final na questão do Ministério da Educação”. Elencamos abaixo os 5 principais momentos enfrentados pela pasta desde a exoneração de Weintraub. Siga o fio:

Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios. MEC anunciou mais corte de bolsas na Capes

Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Ministério da Educação

  1. Uma semana depois da saída de Weintraub, o governo anunciou o professor Carlos Alberto Decotelli para chefiar o MEC. O nome, ligado a ala militar, agradou, em partes, por se tratar de alguém da área, sem ligação com a ala ideológica do governo, como foi o caso dos antecessores.
  2. Decotelli teve uma passagem relâmpago pelo MEC. A ponto de nem chegar a ser empossado. Sua nomeação, contudo, foi publicada no Diário Oficial da União. A queda do ministro, após cinco dias de seu anúncio, ocorreu por conta da revelação de uma série de inconsistências em seu currículo.
  3. Bolsonaro precisou voltar ao mercado. Entre as opções, encontrou um ex-cotado para o cargo: o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder. Na quinta-feira,2, o convite foi feito oficialmente. A partir dali, até domingo, 5, Feder foi fritado pelos bolsonaristas nas redes sociais. A hashtag #FederNãoBolsonaro esteve entre os assuntos mais comentados no Twitter no último final de semana. Os seguidores do presidente viam o perfil do secretário como muito “progressista” e cobravam um nome mais “alinhado ideologicamente” com o governo. A movimentação fez com que Feder “declinasse” do convite.
  4. Mais uma vez, o presidente se viu as buscas de um novo ministro da Educação. Ao anunciar o diagnóstico positivo para covid-19, na última terça, Bolsonaro confirmou que chegou a sondar o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), para o cargo. Disse, no entanto, que o apoiador é um “bom nome” de “reserva”.
  5. Ontem, surgiu no radar um nome que parece agradar bolsonaristas e militares: o coronel do Exército José Gobbo Ferreira. Seguidores do presidente nas redes sociais até criaram até a hashtag #gobbonoMEC e têm pressionado parlamentares governistas. Parte dos grupos bolsonaristas quer impedir que o Centrão, antes criticado e hoje aliado do governo, indique o próximo ministro.