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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fiocruz pede urgência de medidas restritivas no Rio

Equipe BR Político

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encaminhou, na manhã de quarta, 6, um relatório ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em resposta à solicitação do órgão do dia 3, em que considera urgente a adoção de medidas rígidas de distanciamento social e de ações de lockdown no Estado do Rio de Janeiro, em particular na região metropolitana, visando à redução do ritmo de crescimento de casos e a preparação do sistema de saúde para o atendimento adequado e com qualidade às pessoas acometidas com as formas graves da covid-19.

Especialistas da instituição projetam que situação pode levar a um número expressivo de mortes que poderiam ser evitadas

Especialistas da instituição projetam que situação pode levar a um número expressivo de mortes que poderiam ser evitadas Foto: Wilton Júnior/Estadão

Os especialistas da instituição projetam que, caso não sejam tomadas medidas mais rígidas de distanciamento social no estado fluminense, haverá um agravamento da situação epidemiológica e de insuficiência de leitos neste mês de maio, que pode se prolongar e levar a um número expressivo de mortes que poderiam ser evitadas.

Segundo o documento, as medidas de lockdown devem ser adequadas às realidades epidemiológicas e dos sistemas de saúde das diferentes das cidades do Estado sem que, no entanto, sejam implantadas de forma isolada. Para eles, elas devem considerar não somente o número registrado de casos e óbitos, mas principalmente a tendência da epidemia em cada região, a disponibilidade de leitos e equipamentos, a adequação do quadro de profissionais de saúde, bem como a adesão dos cidadãos e dos estabelecimentos comerciais e industriais a essas medidas.

O Estado registra 1.205 mortes, 13.295 casos confirmados da doença e 1.112 pessoas aguardam um leito. Se considerados os registros dos cartórios, o número de mortes chega a 2.783 vítimas de covid-19.

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