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por Marcelo de Moraes

Fiscal do Carrefour é presa por envolvimento na morte de João Alberto

Equipe BR Político

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A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira, 24, a fiscal do Carrefour Adriana Alves poe ameaçar uma testemunha que filmava a agressão que resultou na morte de João Alberto Silveira de Freitas, espancado por dois seguranças de uma unidade da rede de supermercados em Porto Alegre na quinta passada. A delegada responsável pelo caso afirmou que Adriana era superior imediata aos seguranças que mataram João Alberto e tinha o poder de cessar as agressões.

Protesto em frente à unidade do Carrefour em Porto Alegre onde ocorreu o crime

Protesto em frente à unidade do Carrefour em Porto Alegre onde ocorreu o crime Foto: Diego Vara/Reuters

No vídeo, a funcionária de camisa branca, calça preta e crachá pede para a testemunha interromper a gravação. “Não faz isso, não faz isso senão vou te queimar na loja”, disse. O Carrefour confirmou que ela foi afastada do cargo. 

Os dois seguranças Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz Borges, que foram flagrados espancando Freitas até a morte também estão presos preventivamente. Nesta sexta, vence o prazo de dez dias para conclusão do inquérito, pode haver prorrogação por mais 15 dias. A Polícia Civil ampliou as investigações para esclarecer se houve omissão de socorro das pessoas que assistiram ao espancamento. Além da fiscal presa hoje, um outro funcionário do mercado é investigado e a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, afirmou que outros possíveis envolvidos também podem ser implicados. O inquérito também apura o crime de injúria racial.

O caso acendeu manifestações na sexta passada, Dia da Consciência Negra, em diversas cidades pelo País contra o racismo e a morte de João Alberto.

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