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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Flávio apela para que não seja feita ‘cremação acelerada’ de miliciano

Equipe BR Político

O senador Flávio Bolsonaro (RJ) afirmou nesta quarta-feira, 12, que “há pessoas acelerando a cremação” do ex-oficial da Polícia Militar do Rio Adriano da Nóbrega, morto na Bahia no último domingo. Segundo a publicação feita no Twitter pelo filho do presidente Jair Bolsonaro, há interesse em “sumir com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado”.

Adriano da Nóbrega

Adriano da Nóbrega Foto: Polícia Civil

O comentário de Flávio veio depois que a Justiça do Rio proibiu a cremação do corpo de Adriano, que chegou ao Rio na madrugada de hoje. O pedido havia sido feito pela família do ex-policial. Havia uma cerimônia já marcada para as 10h desta quarta no Crematório do Cemitério São Francisco Xavier, segundo o G1. No entanto, para cremar qualquer corpo de morto por causas violentas, é necessária autorização judicial.

Foragido da Justiça desde janeiro de 2019, ele estava em território baiano havia, no mínimo, desde o réveillon. Adriano era investigado no Rio por supostamente chefiar a milícia conhecida como Escritório do Crime. A quadrilha é suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. “Rogo às autoridades competentes que impeçam isso e elucidem o que de fato houve”, pediu o senador.

Na decisão, a juíza Maria Izabel Pena Pieranti diz que não constam no pedido documentos imprescindíveis para a cremação, como a cópia da Guia de Remoção de Cadáver e o Registro de Ocorrência. Ela diz, ainda, que Adriano não morreu de causas naturais e que, segundo consta em sua certidão de óbito, ele sofreu “anemia aguda e politraumatismo causados por instrumento perfuro-cortante”.