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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Flávio quer desfiliação de quem seguir na gestão Witzel

Equipe BR Político

Testando sua força dentro do PSL, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) soltou uma nota nesta quarta-feira, 18, na qual defende a desfiliação de integrantes do partido que mantenham cargos na gestão do governador carioca Wilson Witzel (PSC). A orientação de Flávio é fruto de desentendimentos entre o senador e o governador. Na segunda-feira, 16, o PSL deixou oficialmente a base de apoio do governo do Rio de Janeiro.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Foto: Pedro França/Agência Senado

“Aqueles que quiserem permanecer (em cargos estaduais) devem pedir desfiliação partidária. Nossa oposição não será ao Estado do Rio, mas ao projeto político escolhido pelo governador Wilson Witzel”, diz a nota. Os embates entre os dois começaram quando Witzel disse que tem intenção de concorrer à Presidência em 2022. O governador também criticou o presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, e negou ter sido eleito na onda bolsonarista.

Segundo o Broadcast Político, a orientação de Flávio é um teste de sua força dentro do partido, em um momento de desgaste. O senador é alvo de uma investigação da PF por suposto crime de “rachadinha” envolvendo seu ex assessor, Fabrício Queiroz. Recentemente também, o senador viu seu escolhido para concorrer à prefeitura do Rio, o deputado fluminense Rodrigo Amorim, minguar dentro da legenda. Isso porque o nome de Amorim não tem o aval do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), irmão de Flávio, nem do presidente Jair Bolsonaro.

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