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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Flávio devedor de Toffoli e Gilmar

Vera Magalhães

Poucos ministros do STF apanharam mais da direita bolsonarista que Dias Toffoli –sempre associado ao PT, pelo fato de ter sido advogado-geral da União sob Lula, assessor de José Dirceu e indicado por Lula ao Supremo– e Gilmar Mendes. E foram justamente os dois ministros a dar decisões que livraram, por ora, Flávio Bolsonaro de dissabores com o caso Fabrício Queiroz, o ex-assessor e espécie de gerente informal de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Foto: Pedro França/Agência Senado

Esse fato mudou a relação do bolsonarismo com os ministros do Supremo. Em breve entrevista ao Estadão na segunda-feira à noite, Bolsonaro, antes crítico do STF, teceu loas à independência dos Poderes e disse não ter nada a dizer sobre decisão da Corte que pode fazer com que várias sentenças da Lava Jato sejam anuladas. A esta altura, a associação do bolsonarismo ao lavajatismo já ficou para trás, estratégia de campanha que foi. Bolsonaro já aderiu ao pragmatismo político que dizia condenar nas relações com o Congresso e com o STF. É bom que assim seja, diga-se, o que é digno de atenção é que a relação tenha melhorado na esteira de decisões que favorecem um filho encrencado com o Ministério Público e a Justiça.