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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Flávio Bolsonaro na contramão das pautas bolsonaristas

Vera Magalhães

Flávio Bolsonaro se juntou a um grupo de outros 11 senadores e impôs sigilo aos gastos de seu gabinete. Reportagem do Estadão mostra que ele se valeu de uma decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM), que permite manter sob sigilo as notas fiscais que justificam os gastos para negar pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação Pública para ter acesso ao detalhamento do uso dos recursos públicos pelo seu gabinete.

A administração de seu gabinete na Assembleia do Rio, tendo como pivô o ex-assessor Fabrício Queiroz, foi o primeiro escândalo a envolver o governo do pai, logo no início. Queiroz tinha movimentação financeira incompatível com os rendimentos e recebia em sua conta depósitos de outros assessores, o que levou Ministério Público a abrir uma investigação –agora em banho-maria desde que uma decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, impediu o uso de relatório do Coaf sobre ele.

Em outra decisão na contramão do clamor bolsonarista pelo combate à corrupção e às velhas práticas da política, o filho mais velho do presidente não assinou manifesto de senadores pelo veto integral à Lei de Abuso de Autoridade. O clamor pelo veto levou apoiadores do presidente às ruas no último domingo.