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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Flávio recua em briga com Witzel

Equipe BR Político

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) deu um passo atrás na queda de braço que vem travando com o governador fluminense, Wilson Witzel (PSC), e deixou pra lá o pedido de saída dos filiados do PSL que têm cargos no governo. Como você viu no BRP, o filho “01” do presidente Jair Bolsonaro emitiu uma nota, na semana passada, defendendo a desfiliação de integrantes do partido que trabalham na gestão Witzel. A ordem foi uma espécie de “teste de força” do senador dentro da legenda. Segundo o Globo, dois políticos do PSL ocupam secretarias estaduais, e nenhum deles deixou a gestão.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC)

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Fotos: Dida Sampaio/Estadão e Fernando Frazão/Agência Brasil

A recuada do senador, porém, não quer dizer necessariamente que a relação entre os dois políticos melhorou. Flávio diz que “quem quiser permanecer (na gestão de Witzel) vai arcar com o bônus e o ônus de ajudar um governo que será concorrente com o do Bolsonaro em 2022”.

O desentendimento entre os dois começou quando o governador anunciou sua intenção de concorrer à Presidência em 2022. Ele também negou ter se elegido com o apoio de Bolsonaro, o que desagradou Flávio. “Witzel diz que não contou com o nosso apoio para se eleger, mas, na campanha, me procurou pedindo que assinasse uma autorização para poder divulgar fotos ao meu lado. Eu atendi. Não me arrependo, mas esperava mais consideração. Só existe uma palavra para isso: ingratidão. Ele é ingrato ao dizer que não se elegeu com o apoio de Bolsonaro. É uma narrativa que beira a traição”, disse o senador.

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