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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Flávio lavou R$ 2,3 mi, sustenta MP do Rio

Vera Magalhães

O Ministério Público do Rio de Janeiro sustenta que o senador Flávio Bolsonaro lavou até R$ 2,27 milhões provenientes de “rachadinha” de salários de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio em negócios como a loja de uma franquia de chocolates que mantém em um shopping no Rio e transações imobiliárias.

Reportagens nesta quinta-feira nos jornais mostram como funcionaria o esquema, de acordo com as investigações do inquérito aberto pelo MP-RJ para investigar as transações financeiras e bancárias do ex-assessor Fabrício Queiroz, que comandava o esquema de arrecadação e repasse de recursos, muitos provenientes de transferência de boa parte dos salários de assessores, muitos deles fantasmas e alguns ligados a milícias, para sua conta e, depois, para as de integrantes da família Bolsonaro.

As operações tiveram como marca o uso de dinheiro vivo. Isso é um recurso típico de lavagem de dinheiro: fazer com que recursos obtidos de forma ilícita passem a integrar o patrimônio de alguém e ganhar ares de legalidade. O volume de recursos que entra na conta da loja de chocolates de Flávio, por exemplo, é incompatível com as vendas realizadas.