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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Flávio paga R$ 86,7 mil em espécie para comprar salas

Equipe BR Político

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O jornal O Globo mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pagou R$ 86,7 mil em dinheiro vivo por parte da compra de 12 salas comerciais no Rio de Janeiro em 2008. A reportagem teve acesso a depoimentos gravados do senador e de empreiteiros envolvidos na negociação dentro do inquérito que apura as rachadinhas em seu gabinete de deputado. No dia 7 de julho, o parlamentar fala ao promotor Luis Fernando Ferreira Gomes que pediu dinheiro emprestado ao pai e a um irmão.

“Eu saí pedindo emprestado para o meu irmão, para o meu pai, eles me emprestaram esse dinheiro. Tá tudo declarado no meu imposto de renda, que foi comprado dessa forma (por meio de empréstimo). Depois eu fui pagando a eles esses empréstimos. Acho que o Jorge (Francisco), que era chefe de gabinete do meu pai, também me ajudou”, disse Flávio no depoimento. Jorge Francisco era pai do ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência, e chefe de gabinete de Jair Bolsonaro de janeiro de 2001 a março de 2018, quando faleceu. Em dois meses, Flávio vendeu as salas e cedeu o restante do financiamento a uma empresa chamada MCA, obtendo um lucro R$ 318 mil, informa a publicação.

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Reação

A defesa do senador anunciou que vai entrar com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) pelo vazamento das informações. Afirma em nota ter “recebido com perplexidade” as notícias de vazamento das peças e áudios de um procedimento que tramita sob sigilo. Além da representação, a defesa de Flávio diz que não vai mais permitir registros audiovisuais durante as manifestações do parlamentar durante os procedimentos judiciais.

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