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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Foi um discurso pautado pelo anedótico’, diz professor

Equipe BR Político

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O professor de Relações Internacionais da UFMG, Dawisson Belém Lopes, fez um resumo do discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da 75ª Assembleia-Geral da ONU, nesta manhã de quinta, 22. O pesquisador destaca as referências ao desmatamento dos europeus e a omissão na fala do chefe do Planalto de dados das infecções e mortes provocadas pela covid-19.

“Foi um discurso pautado pelo anedótico. A pandemia foi o primeiro tópico. Na tentativa de apresentar a estratégia brasileira sob luz positiva, os dados de infecções e de mortes por Covid-19 foram omitidos. Desemprego recorde e inflação foram substituídos na fala oficial por um suposto retorno do crescimento econômico ao País. Entre menções negativas às gestões anteriores, nomeadamente aos governos do Partido dos Trabalhadores, Bolsonaro salpicou referências ao desflorestamento dos europeus, às queimadas na Califórnia e às práticas destrutivas dos povos indígenas. Nem mesmo as ONGs internacionais foram poupadas dos petardos bolsonaristas. Diversas informações sobre o engajamento histórico do Brasil na ONU compareceram ao fim do pronunciamento. O fecho foi dedicado à celebração do compromisso bolsonarista com a família e a religião – uma novidade destes tempos atuais. Em suma, isso foi o Brasil na ONU em 2020”, concluiu.