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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O peso da folha salarial nas finanças públicas do País

Equipe BR Político

Não é de hoje que o inchaço da folha de pagamento é apontado por governos como parte do motivo que gera aperto fiscal da União, Estados e municípios. Estudo lançado pelo Banco Mundial (Bird) nesta quarta-feira, 9, mostra que os servidores públicos federais ganham no Brasil em média quase o dobro (96%) dos trabalhadores que exercem função semelhante nas empresas do setor privado. O chamado “prêmio salarial” do funcionalismo do governo federal é o mais alto numa amostra de 53 países pesquisados.

Nos Estados, os salários são 36% mais elevados. Em relação aos municípios não há diferença salarial em relação à iniciativa privada.

O raio-x traçado pelo banco mostra que a política salarial dos próximos anos será decisiva para as finanças públicas no País. Em comparação com os demais países pesquisados, o banco aponta que o gasto do setor público brasileiro com folha de salários é alto para os padrões internacionais. O número de funcionários públicos no Brasil, no entanto, não é considerado extraordinariamente elevado na comparação internacional.

Em 2017, os valores pagos pelos Três Poderes somaram R$ 725 bilhões. Em 20 anos, o número de servidores aumentou 82,4%, passando de 6,26 milhões para 11,5 milhões. Entre 2007-2017, o gasto com servidores públicos teve expansão de 48% acima da inflação do período. No governo federal, o gasto com pessoal ativo cresceu 2,5% anualmente de 2008 a 2018, segundo mostra o Estadão.

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