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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Forster passa com tranquilidade pelo Senado

Equipe BR Político

O diplomata Nestor Forster, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a embaixada brasileira em Washington, disse que pelos próximos meses, por causa da proximidade com a eleição presidencial nos EUA, é difícil que sejam fechados novos acordos com os norte-americanos. Apesar do calendário, no entanto, ele destacou que o tema é, claro, de interesse do Brasil.

Nestor Forster na sabatina da da Comissao de Relacoes Exteriores e Defesa Nacional do Senado

Nestor Forster na sabatina da da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Nós temos essa discussão ampla sobre a possibilidade de fazer um acordo comercial com os Estados Unidos. É um tema que desperta grande interesse do setor privado dos dois países, mas, sobretudo, o brasileiro tem o interesse de avançar nesta área”, disse ele durante sabatina no Senado, nesta quinta-feira, 13.

A aprovação de Forster entre os senadores é vista como certa. O diplomata foi ministro conselheiro na embaixada de Washington e é encarregado de negócios da representação desde 2019, segundo cargo mais importante na hierarquia. O cargo de embaixador nos EUA está vago desde abril do ano passado, quando Sérgio Amaral foi exonerado. A sabatina feita pelos senadores ocorreu de maneira tranquila.

Forster também opinou sobre a importância de o Brasil se reaproximar da Argentina. Desde que assumiu a presidência do país, em dezembro, Alberto Fernández já afirmou que não pretende ser “entrave” para os acordos do Mercosul, e que manterá relação “pragmática” com o Brasil. “É muito boa a notícia que o Nelson Trad nos trouxe sobre o entendimento com o nosso principal parceiro no Mercosul a respeito da forma, da geometria, de que poderia haver novas negociações com outros países, no caso, com os Estados Unidos. A Argentina dizer que não tem nada a se opor é muito bom.”

Também nesta quinta, o presidente Bolsonaro confirmou que vai se encontrar com Fernández, em março, no Uruguai. Em gesto de aproximação, Bolsonaro disse que estuda formas de ajudar os argentinos na renegociação da dívida do país vizinho com o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Confirmei ontem com o embaixador (do Ministério de Relações Exteriores da Argentina), estaremos lá no Uruguai na posse do (presidente) Lacalle (Pou), inclusive mandei atrasar ao máximo possível a minha viagem para eu poder conversar com os demais chefes de estado presentes”, disse Bolsonaro.