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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Forster vê ‘oportunidade extraordinária’ na relação com os EUA

Equipe BR Político

O indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a Embaixada brasileira em Washington, o diplomata Nestor Forster, afirmou nesta terça-feira, 5, que é preciso transformar a “ótima sinergia” entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente norte-americano, Donald Trump, em resultados concretos.

“É uma oportunidade extraordinária, que não podemos guardar para depois, não podemos deixar para outro dia. Temos que usá-la e temos que usá-la agora, quando ela está aí”, disse o diplomata. Mesmo ainda precisando passar pela sabatina no Senado, Forster já comanda, na prática, a embaixada desde junho, e foi indicado ao cargo após Bolsonaro desistir de indicar seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o cargo.

Com Bolsonaro apoiando abertamente a reeleição de Trump, parte do governo brasileiro teme que a relação entre Brasil e Estados Unidos saia enfraquecida caso Trump não seja reeleito no ano que vem. Além disso, o chefe de Estado americano passa, atualmente, por um processo de impeachment na Câmara dos Estados Unidos.

O Brasil esperava já ter alguns “resultados concretos” dessa boa relação entre os presidentes, mas ainda não recebeu, por exemplo, um comprometimento do governo americano com relação ao apoio da entrada do País na OCDE. Apesar de os americanos afirmarem que apoiam o pleito brasileiro, você viu aqui no BRP que o País está no aguardo do “ok” dos EUA para entrarem na organização. Além disso, na semana passada, os americanos também pediram informações adicionais ao Brasil para reabrir o mercado dos EUA para importação de carne bovina in natura.

O País tenta construir também um acordo bilateral de comércio com os EUA. Segundo o Broadcast Político, porém, os americanos têm mostrado nas reuniões que estão sobrecarregados com outras demandas – como a negociação de um acordo com a China. Sobre esse acordo comercial, Forster afirmou que deve demorar menos de 20 anos para concluir a negociação (como foi o caso do acordo entre Mercosul e União Europeia), e que há “grande interesse” dos dois lados.

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