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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fortuna de candidato no PR é 7 vezes maior do que dos adversários

Cassia Miranda

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Em Ponta Grossa, no interior do Paraná, a fortuna declarada por um dos cinco candidatos a prefeito nas eleições municipais deste ano é mais de sete vezes maior que a soma total de bens dos demais concorrentes ao cargo. O deputado estadual Márcio Pauliki (Solidariedade), que disputa a prefeitura pela segunda vez, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$13.368.960,80.

Márcio Pauliki disputa a prefeitura de Ponta Grossa. Foto: Pedro de Oliveira/Alep

Somadas, as declarações dos outros quatro postulantes ao cargo chega a R$ 1.753.788,60.

Quarenta itens foram incluídos por Pauliki na declaração registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde 2012, quando o empresário disputou o cargo pela primeira vez, o patrimônio declarado mais do que dobrou. Na época, ele informou possuir R$5.222.385,82 em bens.

Na outra ponta, chama a atenção a declaração feita pela professora Elizabeth Schimit (PSD). Em teoria, a mais “pobre” entre os candidatos. Para o pleito deste ano, ela informou possuir R$98.896,01 em bens. O valor, no entanto, representa menos de um décimo do que foi declarado por ela em 2016, quando foi eleita vice-prefeita de Ponta Grossa. Na época, Elizabeth informou possuir R$1.643.834,17 em bens.

Entre os demais candidatos, a deputada estadual Mabel Canto (PSC) é quem aparece como a segunda mais rica. Ela declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio no valor de R$ 856 mil. Na sequência, disputando a prefeitura pela segunda vez, Sérgio Gadini informou possuir R$486.892,59 em bens. Nos últimos quatro anos, o patrimônio do candidato do PSOL informado à Justiça Eleitoral, praticamente dobrou. O aumento foi de R$ 208.194,27.

O candidato do PT, Edson Silva, finaliza a lista com uma declaração de bens no valor de R$ 312 mil.

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