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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

FPA defende manutenção do veto para aumento dos servidores

Marcelo de Moraes

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Em nota oficial, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), defendeu que a Câmara reverta a decisão do Senado e mantenha o veto presidencial ao aumento dos servidores públicos. A FPA, que representa a poderosa bancada ruralista, tem 284 integrantes e pode ser decisiva na votação.

Deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária

Deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária. Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados

Nesta quinta-feira, Jair Bolsonaro criticou a votação do Senado e disse que era impossível governar com a aprovação de um projeto desse tipo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já chamada de “crime” essa votação.

“Somos favoráveis à decisão da Presidência da República de vetar o trecho que garantia aumento para servidores públicos neste momento difícil de COVID-19 pelo qual o mundo inteiro passa”, diz a nota da FPA.

“Não podemos utilizar recursos programados para a Saúde, em época de excepcionalidade, para garantir aumento a quem tem renda fixa. Devemos preservar o Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir serviços imediatos à nossa população, especialmente aos que dependem do setor público”, acrescenta a nota.

A FPA cobrou “solidariedade” dos demais setores para que o Brasil saia mais rapidamente da crise econômica.

“Segundo o Ministério da Economia, o impacto orçamentário chega a R$ 120 bilhões. A FPA trabalha para que o setor agropecuário continue trazendo bons frutos para manter a economia aquecida. No entanto, ressalta que a solidariedade dos demais setores da economia é de extrema urgência para que o Brasil consiga sair da desaceleração econômica global, causada pela COVID-19, com um saldo de mais de 13 milhões de desempregados brasileiros até agora. Pedimos união para que o trabalho seja organizado com objetivos comuns à toda nossa sociedade: a responsabilidade por representar a população brasileira, necessitada de toda a estrutura de Estado disponível em busca da cura, do atendimento de saúde, da recuperação de vidas e do retorno econômico com a geração de empregos”, conclui o texto assinado por Alceu Moreira.